Ensō
2021

GALERIA VIRTUAL - EIXO ARTE -  2021

Curadoria - Sarah Figueiredo

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Das nebulosas difusas originadas no big bang surgem as estrelas. No interior das estrelas se funde o hidrogênio em hélio e liberam energia como luz e calor.  A partir dessa energia se fundem os demais elementos químicos como o carbono. As estrelas são os Alquimistas do universo, onde toda a química acontece e onde toda a matéria é criada.

 

   Estes átomos formados no núcleo das estrelas viajam o espaço cósmico em asteroides e então ao chegar na Terra formaram as moléculas.  A “poeira estelar”  trouxe os elementos químicos que encontram as condições físicas e químicas que formam a vida no seu estado mais elementar.

 

   Esta constatação científica reforça a visão na qual teorias esotéricas milenares entendem o ser humano como parte integrante do cosmos. Segundo a teoria chamada de “Lei das Correspondências”, difundida com vigor no Renascimento Italiano, o ser humano contem todo o Cosmos em si, em uma escala reduzida. A milhares de anos a vida vai se moldando às características ambientais do planeta, condições estas que são resultado da incidência das constantes universais no planeta, como a gravidade e o magnetismo.

   Desta forma não há como desvincular a  forma e consistência  do ser humano à incidência destas leis universais da física que formam o meio ambiente da Terra .  Logo, o ser humano é parte integrante do planeta, e não uma existência que se sobrepõe ao território.

   Os recursos multimídia e científicos  dos equipamento que visitam Marte atualmente nos mostram o quanto seria difícil a sobrevivência do ser humano naquele planeta. Esta constatação nos mostra como o ser humano é vinculado há Terra, pois seria necessário para sobreviver lá, um processo chamado de “terra-formação”.

 

   No campo do imaginário, estas imagens e reconhecimento gradual de outro planeta, vão aos poucos eliminando o mistério e as fabulações sobre um local antes desconhecido. A realidade empírica avança sobre o imaginário.

   

   Atualmente vivemos uma espécie de “era de ouro” da astronomia, onde há novas imagens do Cosmos em grande quantidade diariamente, bem como diversas pesquisas de toda ordem proveniente destes instrumentos tecnológicos.

   Assistimos neste momento uma fusão do campo do imaginário e do campo científico, onde a ciência vai desvendando as sombras do pensamento mágico. Mas este avanço científico também vai criando novos mistérios por serem revelados. Toda a matéria do Cosmos, que pelas leis da física se organiza em moléculas e cadeias de átomos, em certo momento no tecido do espaço-tempo se torna uma Supernova (fenômeno de final do ciclo de uma estrela)e colapsa em um buraco negro ou se torna uma estrela de nêutrons.

   Este ciclo da matéria e seu colapso é representado no Ensō. Da forma para a vacuidade e vice-versa, onde o todo é contido.

Este ensaio representa esta fusão da matéria, da natureza da Terra e dos corpos celestes, das nebulosas, galáxias e planetas, neste ciclo  perpétuo de transformação.

27 de abril de 2021